domingo, 8 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Vertigem em São Paulo
escaparam
aos olhos
o lume verde de ausência
em corvos que sobrevoam a carniça
de um sentimento que já nasceu morto
a água comunica
com seu brilho escuro
que todas as coisas finitas
passam por sua sentença líquida
e se transpõem em brilho
na chama que emana das nuvens
em tardes quentes
abafadas no escritório
de gavetas do esquecimento
meus olhos ardem
no vermelho turvo que emana
de suas unhas que coçam minh’alma
viver é sufocar o espinho do desengano a cada passo
como um arcanjo dizimado
desbravo abismos dançantes na minha memória
onde o vivido e a vontade que acontecesse
se confundem numa película irremovível
cuja sessão acontecerá póst mortem
num cinema da boca do lixo
nas unhas gastas de São Paulo
o lume verde de ausência
em corvos que sobrevoam a carniça
de um sentimento que já nasceu morto
a água comunica
com seu brilho escuro
que todas as coisas finitas
passam por sua sentença líquida
e se transpõem em brilho
na chama que emana das nuvens
em tardes quentes
abafadas no escritório
de gavetas do esquecimento
meus olhos ardem
no vermelho turvo que emana
de suas unhas que coçam minh’alma
viver é sufocar o espinho do desengano a cada passo
como um arcanjo dizimado
desbravo abismos dançantes na minha memória
onde o vivido e a vontade que acontecesse
se confundem numa película irremovível
cuja sessão acontecerá póst mortem
num cinema da boca do lixo
nas unhas gastas de São Paulo
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
A mosca no ar
até mesmo a mosca
que passa a vida a enfeitar
a merda
atinge sua plenitude
quando consegue parar no tempo
absoluta e brilhante
prefere permanecer parada
em sua rota de voo
enquanto o mundo
desaba
em movimento
domingo, 24 de novembro de 2013
Pressentimento
I
A janela
(aparentemente)
petrifica
a paisagem
que nos observa
II
O poema passa pela
necessidade
de fazer as palavras
voarem em plenitude
ao peito imponderável
que faz a falta de sentido
existir
III
O corte da água
da chuva
rasga o (momento) presente
sobre o telhado
IV
É como se a chuva
comunicasse em silêncio
que a movimentação das águas
faz lembranças de noites inabitáveis
brotarem como sangue quente
num corpo que pulsa
por desejo
V
barulho
significação
embrulho
transformação
VI
esse paraíso de palavras
que sem avisar
mapeia meu peito
e grita
VII
passar pela vida sem falar de amor
é como pregar o olho na janela
e não perceber
a beleza silenciosa
que ali acontece
depois que o amado se vai
dor e desvario
na cabeça
fazem morada
o ponteiro da existência
quer andar pra trás
contam-se os dias
em regresso
onde a paz
mesmo que num instante
arquitetou maravilhas
o esconderijo do desejo
é o silêncio
VIII
é capaz que todas as coisas
que o sentido não é capaz
de significar
permaneçam flutuando
nesse doce permitir
que se chama sonhar
A janela
(aparentemente)
petrifica
a paisagem
que nos observa
II
O poema passa pela
necessidade
de fazer as palavras
voarem em plenitude
ao peito imponderável
que faz a falta de sentido
existir
III
O corte da água
da chuva
rasga o (momento) presente
sobre o telhado
IV
É como se a chuva
comunicasse em silêncio
que a movimentação das águas
faz lembranças de noites inabitáveis
brotarem como sangue quente
num corpo que pulsa
por desejo
V
barulho
significação
embrulho
transformação
VI
esse paraíso de palavras
que sem avisar
mapeia meu peito
e grita
VII
passar pela vida sem falar de amor
é como pregar o olho na janela
e não perceber
a beleza silenciosa
que ali acontece
depois que o amado se vai
dor e desvario
na cabeça
fazem morada
o ponteiro da existência
quer andar pra trás
contam-se os dias
em regresso
onde a paz
mesmo que num instante
arquitetou maravilhas
o esconderijo do desejo
é o silêncio
VIII
é capaz que todas as coisas
que o sentido não é capaz
de significar
permaneçam flutuando
nesse doce permitir
que se chama sonhar
passei o tempo
a medir
que o existido
(só faz sentido)
se o futuro permitir
IX
o efeito da saudade
se regenera
quando a fotografia
invade o que o presente
não pode mais fornecer
letras de música
se misturam ao arrepio do corpo
num mosaico de memórias dolorosas
que as vistas querem revisitar
X
quem parte
leva tudo de nós
consigo
e é como se a parte que se foi
não mais pudesse ser recomposta
a não ser pelo vento
das mãos ausentes
XI
Num quase sorriso
ela alisa o porta-retratos
e imagina estar
no instante colorido
que a fotografia a força estar
XII
a sinfonia de silêncios
do morto
nunca cessa
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
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