sexta-feira, 21 de junho de 2013

E você que
está aí
(e também aqui)

Porque se enforca
nessa corda de fogo
que é o silêncio?

Não percebe que
os dias se perdem
como o calor
da saudade
de quem se vai?
Amor
brando
forte
doce
         como pólvora
rasga
meu instante
e acorda
meu sonho

Sobre o registro

No fundo
o que se escreve
nada mais é
do que a
vontade
de permanecer
(vivo)
de alguma forma

Manto de luz

No véu
negro
da madrugada
a cidade
dormia
(sem saber)
iluminada
pelo sorriso
amarelo
da lua
solitária

Cantiga

A neblina se evapora para dar lugar às tempestades de cores que se movimentam em mim quando sou agraciado pelos seus olhos. O tempo se revela doloroso inimigo na perpetuação de todo instante de sua ausência.

Uma nova linha tece o bordado de meu desejo, tão singelo no clarão de seu sorriso. Vai ver que é por isso, que sempre que me despeço, já começo a te imaginar novamente.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Para
e escuta
a existência.

Bate-volta

Difícil jogar água em amor que arde em transtornada labareda. Você me pede amor, mas não se certificou se o pedaço de carne que bombeia e cospe sangue dentro de mim, funciona. Ele bate por um pedido de socorro do meu corpo, mas a verdade é que uma praga (de amor) rara passou por aqui e deixou o espaço em irreversível desordem. Um amor incurável não se esquece com um arremedo sentimental.